O CONDE DE VAMPIR EM BUSCA DAS RUNAS DA LUA

Tempo de leitura: 6 min

Escrito por Luciano Neto
em 13/09/2021

O Conde Vampir Em A Busca Das Runas da Lua

Volume 5

Um ano após Alex abandonar o comando da Draconia ele se encontrava no meio da floresta amazônica buscando o primeiro dos Kaleatis. O Kaleati da água, Iara a rainha das águas que, segundo Tupã, seria a primeira guardiã da primeira Runa.

E usando sua super velocidade, ele cruzou a floresta até chegar as margens do rio Amazonas, onde segundo diziam as lendas, ficava sua casa no fundo de suas águas. E lá era tão profundo quanto as águas do vasto oceano.

Alex se aproximou da água e notou que uma mulher de cabelos verdes e uma pele tão branca quanto as nuvens. Ele notou que ela usava uma pedra como adorno em seu pescoço e, quando Alex se aproximou para tocá-la, as suas mãos se tocaram e os dois se fitaram, criando uma conexão imediata.

Então, além do colar enfeitando o pescoço e a calda de peixe, Alex notou  também o báculo em sua mão direita e na ponta tinha  uma pedra de formato triangular muito semelhante ao desenho que está no colar e no centro desta pedra encontrava – se um rubi vermelho que exalava um grande poder.

Esse rubi amplificava os seus poderes naturais. Iara tinha o poder de hipnotizar os homens e mandá–los para o fundo do rio. Mas, sendo um meio vampiro, Alex não era afetado totalmente.

No máximo ele sentiu um forte encantamento por ela. Notando que ele não estava completamente dominado Iara sentiu também um poder sombrio e antigo. A última vez que ela sentiu um poder desta magnitude foi na presença do infame Drácula.

Então ela assustada se preparou para atacar e as únicas palavras que disse foram:

– Como você ousa aparecer aqui? Este lugar é um local sagrado vampiro, eu sei o que você busca e não há nada pra você aqui.

Dito isso, se iniciou uma batalha entre o filho das trevas e a rainha das águas.

Ela notou que Alex tinha uma velocidade sobre humana e que quando corria ele emanava uma aura prateada. Mas, tendo domínio das águas e com o seu báculo ela criou correntes de água que o prendeu imobilizando seus braços e pernas e depois ela o ergueu no ar.

Contudo ele se se transformou em névoa e se livrou facilmente das correntes. Taticamente Iara tinha a vantagem, pois a floresta em sua extensão é cercada  pelo rio.

Mas sem que ela percebesse Alexander usou a sua super velocidade e conseguiu lhe tirar a runa que estava no centro de seu báculo.

Em uma ação inesperada, Iara formou uma barreira de água em torno do vampiro para impedir sua fuga. Ao ver a magnitude da barreira se expandindo em seu entorno fazendo–o parar de correr, minutos depois de ser encurralado, Alex virou as costas e olhou Iara mais uma vez bem no fundo de seus olhos e tudo que ela disse foi:

– Eu necessitava comprovar sua velocidade e sua força, mas quando você usou sua velocidade e me arrancou a runa do meu báculo e ela não desintegrou o seu corpo no momento em que você a tocou, eu soube que era você quem eu estava esperando.

Então surpreso Alex rebateu:

– Como você sabia que eu vinha reclamar o que você protegia?

– Porque Tupã me disse que alguém viria reclamá-la, mas a runa que você tem é só a metade. A outra metade da runa da lua da água está em meu colar.

– Então você irá me entregar?

– Ainda não, antes eu preciso lhe contar uma história:

– Há muitos milênios durante o que os humanos chamaram de Era Mitológica nós a chamamos de Era Divina ou Era dos Deuses.

Nessa era ouve uma violenta e sangrenta Guerra Crônica. O seu avô, o Deus Vampiro, tomou parte na guerra do lado dos outros deuses e no fim dessa guerra, ele forjou a partir de poeira lunar cinco pedras de formato circular que usou para selar metade dos poderes do Titã, já ele que havia selado a outra metade no anel negro que havia sido enviado ao Tártaro.

– Eu sei. Meu pai contou essa história por muitos anos. Inclusive ele contou que as Runas foram distribuídas entre os Deuses. Eles então se tornaram os primeiros guardiões das runas. Como as runas tinham a característica de absorver os poderes de seus guardiões, a runa sobre a proteção de Poseidon absorve o poder da água; a runa sob a proteção de Hades absorveu o poder do fogo e de todo o submundo onde ele exercia domínio; a runa sob a proteção de Hermes absorveu metade de seus poderes e da força de aceleração criada como universo dentre do universo; a runa sob a proteção de Atena absorveu os poderes da terra e por ultimo a runa sob a proteção de Éris, deusa da discórdia e do caos, como tal absorveu os poderes da mesma e as características de seus domínios.

Mas, apesar das Runas terem a habilidade única de absorver e de se adaptar a natureza dos poderes divinos, elas também podiam aumentar os poderes de seus portadores.

Temendo uma revolta, Zeus confiscou as runas de seus guardiões e as entregou à deusa Artêmis, que posteriormente as entregou ao deus Tupã que, sob posse dele, as runas passaram a ser cuidadas e protegidas por nós os filhos de Tupã.

Ele nos advertiu no momento que as entregou que o descendente do Deus Vampiro viria reclamá-las e ele estava certo, pois se outra pessoa tocasse a minha ruma seu braço assim como o seu corpo seriam incinerados.

Depois desta história Iara entregou de boa vontade a outra metade da runa.

Alexander respeitosamente se aproximou e a reverenciou e depois de fazê-lo usando sua super velocidade, partiu para o próximo ponto. Para achar o curupira tardou mais do que ele esperava pois o curupira era o guardião da runa da terra.

Mesmo com a sua super velocidade o vampiro velocista tardou mais de 4 horas e depois de se embrenhar na parte mais profunda da floresta ele conseguiu avistar um menino de cabelos vermelhos e pele verde e de pés virados sentado em cima de uma pedra parecendo esperar alguém. Alex estranhando a atitude se aproximou com extrema cautela e perguntou:

– Curupira, o que você está fazendo aqui? A ultima vez que te vi você estava preocupado com os humanos durante o movimento hippie, em 1960. Pois naquela época estava acontecendo uma severa disputa entre comunidades hippies, o governo brasileiro e o governo americano.

Depois de um leve sorriso, o curupira, o protetor das matas e de parte da cidade perdida da nação Amazônia, disse:

– Nós estávamos lhe esperando filho da Dracônia.

Confuso Alex perguntou:

– Nós, como assim nós?

Depois de uma breve pausa, o Curupira sustentando a flauta que tinha em sua mão, tocou uma melodia que, para surpresa de Alex, convocou o resto dos novos guardiões. E cada guardião estava sustentando a runa de sua responsabilidade pronta para ser entregue ao herdeiro do deus vampiro.

Antes de serem entregues, Curupira o advertiu, dizendo:

– Use o poder das cinco runas com extrema prudência, pois um grande mal está a ponto de ser despertado e só o poder das cinco runas da lua será capaz de salvar este mundo. Por isso, para acessar todo o poder das cinco runas você deverá se apegar ao sentimento mais humano que existe – A Fé.

É verdade que eu sempre menosprezo os seres humanos por maltratar seus semelhantes, poluir as florestas e agredir a mãe natureza, mas eu também os admiro pois, eles têm uma fé imensurável e são capazes de criarem coisas maravilhosas.

Eles querem ser a luz na escuridão! Por isso Alex, é seu dever guiá-los, não só os vampiros, mas toda a humanidade.

E é por isso que peço a vocês, lutem e lutem novamente até que cordeiros virem leões (nunca desistam).

Nota ao leitor

O Brasil está enfrentando um momento mais fatídico de sua história e assim eu peço aos meus leitores que não percam a fé pois, essa história serve para nos lembrar que a fé é um dos sentimentos mais preciosos do ser humano e em nome de todos os organizadores do Blog nós pedimos: permaneçam unidos, pois no dia mais claro e também na noite mais escura sempre há uma centelha de luz.

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